Emagrecendo com Remédios – Perigos e Contraindicações

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Atualmente vivemos em um mundo onde a ditadura da beleza e da moda determina as regras do jogo de nossa sociedade em comportamento e tendências de vestimenta e alimentação! A cada dia criam-se novos mecanismos de emagrecimento; incluindo os tratamentos com remédios fitoterápicos, nutricionais e 3 grupos principais de remédios quimicamente manipulados. Muitas vezes as pessoas querem perder peso, emagrecendo com remédios por conta própria, e acabam cometendo atitudes que no futuro trarão inúmeros malefícios para a saúde!

Vale lembrar que o uso de qualquer remédio ou tratamento para emagrecimento deve ser acompanhado por um nutricionista ou médico, a fim de se obter um resultado positivo, maximizando o emagrecimento saudável e minimizando danos à saúde da pessoa que estiver emagrecendo.

E este aumento no uso de medicamentos para emagrecimento não é uma tendência somente no Brasil, mas sim em todo o mundo. O remédio para emagrecer é um dos mais procurados em todo o globo, e é bem simples entender a razão. As mudanças de hábitos alimentares e de estilo de vida necessárias para um emagrecimento natural são complicadas e exigem uma força de vontade e disciplina muito grande por parte das pessoas. Não é difícil perceber que somos aquilo que nos alimentamos, e que os hábitos alimentares estão diretamente ligados nas transformações corporais e na saúde de cada indivíduo! Isto nos remete ao fato de que a questão comportamental para um emagrecimento saudável é sem dúvida a chave para o sucesso, sendo os medicamentos um complemento de um tratamento global corporal.

Há algumas restrições já impostas pela ANVISA (Agencia Nacional de

Vigilância Sanitária), como o uso de femproporex, anfepramona e mazindol, sob pretexto de que sua segurança e eficácia não são comprovados. Porém a ANVISA vem criando restrições maiores, querendo restringir ainda mais a gama de remédios legalmente aceitos para o emagrecimento.

Grupos de Remédios para Emagrecimento

1º – Anorexígenos

Os medicamentos do primeiro grupo inibem o apetite, sendo o principal elemento ativo em sua composição a anfetamina. Os especialistas indicam este grupo medicamentoso apenas em ultima instância, quando os outros grupos já não obtiveram sucesso, já que apresenta maior risco à saúde e de efeitos colaterais. Os principais exemplos deste grupo são a anfepramona, o femproporex e o manzidol.

2º – Sacietógenos

Este grupo medicamentoso atua no estímulo da sensação de saciedade, fazendo com que a pessoa sinta fome normalmente, mas que sacie-se com uma porção menor de alimento. O exemplo mais conhecido neste grupo de remédios é a sibutramina, que permite também que o indivíduo obtenha um gasto energético maior, além de alimentar-se menos.

3º – Inibidores da Absorção de Gordura

O ultimo grupo esta relacionado a inibição da absorção de gordura do organismo. Não limita ou restringe o apetite, porque não atua no sistema nervoso ou no cérebro, mas sim no trato intestinal, restringindo a absorção intestinal em até 30% de gordura ingerida. Isso é significativo se houver um controle alimentar associado a um programa de exercícios físicos para a perda de peso, porque os 30% de restrição da absorção de gorduras pelo intestino podem não ser o suficiente, pois a deficiência calórica será pequena.

Importante

Alertamos que todos os tipos de medicamentos para emagrecer só devem ser usados se a adoção de um controle alimentar associado à prática de exercícios físicos não mostrarem resultados na perda de peso. Para saber se a perda de peso esta progredindo corretamente há uma medição que se chama Índice de Massa Corpórea, ou IMC. É um calculo bem simples, basta dividir o seu peso em quilogramas pelo quadrado de sua altura.

Se o seu IMC for maior que 29,9 após o tratamento com redução alimentar e prática de exercícios físicos, é indicado o tratamento com o uso de remédios para emagrecimento.

Tabela de IMC segundo a Organização mundial da saúde

Abaixo do peso – abaixo de 18,5

Normal de 18,6 a 24,9

Sobrepeso (pré-obesidade) – de 25 a 29,9

Obesidade leve – 30 a 34,9

Obesidade moderada – 35 a 39,9

Obesidade grave ou mórbida – acima de 40

É fundamental também atentar-se para as contra-indicações destes remédios. No caso dos remédios anorexígenos e dos sacietógenos, que causam alterações no funcionamento do sistema nervoso e do sistema cardiovascular, não devem ser usados por pessoas com hipertensão arterial descompensada, arritmias cardíacas, diabetes do tipo 2, doenças psiquiátricas (depressão e transtornos do humor, impulsos compulsivos) e glaucoma.

Já no caso dos inibidores de absorção de gordura, também apresentam um grupo de risco, que são os pacientes com doenças inflamatórias intestinais. Deve-se ficar muito atento as doenças associadas ao tratamento escolhido para não haver dissabores eventuais posteriormente.

Além disto há a questão da dependência física e psicológica, que apesar de baixa 25% (1 em uma escala de 1 a 4), pode causar um grande estrago se o medicamento for usado por um período muito longo (mais de quatro meses sem avaliação). Sugere-se que depois que o indivíduo tenha saído de um quadro de obesidade, o uso do remédio deve ser interrompido. Há severas recomendações para que todos procurem acompanhamento médico adequado no tratamento contra obesidade consorciado ao uso de remédios para o emagrecimento.

Estes medicamentos para o emagrecimento devem ser usados por períodos curtos, para perder peso e não para mantê-lo baixo. O uso constante destes medicamentos causa o famoso efeito sanfona, onde o indivíduo ganha e perde peso alternadamente. A manutenção da boa forma deve ser feita a partir de uma alimentação saudável e de prática de exercícios físicos. E é unânime, de acordo com os endocrinologistas, quem emagrece com a ajuda de medicamentos que agem no sistema nervoso central recupera toda a gordura perdida se não se preocupar com a alimentação e com a prática de atividades físicas após o fim do tratamento.

Efeitos Colaterais

Todos estes grupos de remédios para o emagrecimentos podem causar efeitos colaterais muito negativos, mesmo que usados da maneira correta, com controle alimentar, prática de exercícios físicos e com acompanhamento médico. Veja alguns deles:

1º – Anorexígenos

Os anorexpigenos têm efeitos que estão ligados ao sistema nervoso e cardiovascular (anfepramona, femproporex, mazindol) e podem causar aumentos da pressão arterial e da freqüência cardíaca, tremores, depressão, irritabilidade e insônia ou sono superficial.

2º – Sacietógenos

Os sacietógenos corriqueiramente apresentam efeitos colaterais mais suaves que o primeiro grupo, causando agitação, irritabilidade (que se torna frequente), sono superficial ou insônia. Mesmo sendo mais suave que os anorexígenos, a sibutramina (que faz parte do grupo dos sacietógenos), foi proibida na Europa e nos Estados Unidos por que os órgãos reguladores presumem que o medicamento da alta propensão a aceleração da freqüência cardíaca, provocando arritmias em quem já tem algum tipo de fragilidade cardiovascular. Já no Brasil a sibutramina é enquadrada na categoria de remédio controlado.

3º – Inibidores da Absorção de Gordura

Já no caso dos inibidores de absorção de gordura ingerida apresentam efeitos colaterais no caso de exagero na ingestão de gorduras. O indivíduo apresentará diarreias com fezes pastosas ou líquidas, podendo sair gotas de gordura junto com as fezes. Neste caso o balanceamento e equilíbrio alimentar são indispensáveis para que o indivíduo tenha um dia-a-dia saudável e sem maiores dores de cabeça.

Remédios Naturais

O perigo de se usar remédios químicos e até mesmo na obtenção destes, faz com que muitos indivíduos procurem soluções naturais para emagrecer. São os chamados super alimentos. Frutas que contém quantidades grandes de nutrientes que nosso corpo não produz e que precisa muito. Sintetizando estes alimentos em laboratório a industria farmacêutica consegue produzir formulas 100% naturais que ajudam no emagrecimento.

Goji Berry: é uma fruta natural da Ásia e parte da Europa e um dos super alimentos mais populares por:

– Possuir antioxidantes que retardam o envelhecimento;

– Ser rica em Vitaminas A, C, E, Cromo, Selênio e 20 Aminoácidos;

– Reduzir celulites: As celulites podem ser caracterizadas como uma inflamação. Por serem ricas em beta-sisterol, nutriente com poder anti- inflamatório, as frutinhas gojis têm o poder de atuar direto no problema eliminando a inflamação;

– Melhorar o sistema imunológico;

– Ajudar a emagrecer.

Uma pesquisa publicada no American College of Nutrition provou que o consumo de 120ml de suco de goji durante 2 semanas diminuiu a circunferência da barriga e acelerou o metabolismo dos pacientes em comparação com os pacientes que tomaram placebo. Os 2 grupos fizeram a mesma dieta.

Café Verde: Os efeitos do café verde são mais semelhantes aos remédios inibidores da enzima lípase, por possuir duas vezes a quantidade de ácido clorogênico, a absorção da glicose é reduzida no intestino, ou seja, o corpo queima gordura ao invés de armazená-la. Além disso, o café verde também atua como sacietógeno, reduzindo o apetite, e principalmente o desejo por doces.

Um estudo publicado na revista Boa Forma, testou a ingestão de cápsulas de café verde em 1 grupo de pessoas, e de placebo em um segundo grupo de pessoas, ambos compostos por obesos e pessoas com sobrepeso, no período de 6 meses. O resultado foi drástico. Mesmo passando pela mesma dieta, o grupo 1 que ingeriu as cápsulas de café verde apresentou perda de 10% do seu peso. Alguns benefícios do café verde são:

– Sua capacidade de duplicar a queima de gordura;

– Ele controla o apetite, principalmente de doces;

– Ele acelera o metabolismo;

– Quando aliado com uma dieta não restritiva, o café verde apresenta resultados rápidos.

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