Milho

O milho, bastante consumido no Brasil e no mundo, teve o seu cultivo iniciado há cerca de 7.300 anos, segundo um trabalho que a revista Pnas publicou. A pesquisa encontrou registros do cultivo do alimento em ilhas localizadas na região costeira do México, mais precisamente no golfo do México. A palavra “milho” ainda tem origem em dialetos indígenas do Caribe, significando “sustento da vida”. Ele foi a base da alimentação de diversas civilizações importantes por muitos séculos, como os povos Astecas, Olmecas, Maias e Incas, que reverenciavam e ainda reverenciam esse cereal tão importante através da religião e da arte.

Os antigos povos da América do Sul tinham como parte das suas atividades diárias o cultivo do milho. Esse grão, segundo estudos realizados, tem seu cultivo na América do Sul há pelo menos cerca de 4.000 anos. Plantado em montes pelos índios sul-americanos, essas civilizações possuíam um complexo sistema que possibilitava a variação da espécie plantada de acordo com a necessidade. Com o passar do tempo, esse método de plantio foi substituído por plantações de apenas uma única espécie do vegetal.

Com as grandes descobertas realizadas no século XVI, os europeus deram início à colonização da América, fato que possibilitou que o milho chegasse às demais regiões do mundo. O milho hoje é consumido e cultivado em quase todos os continentes, e a produção desse grão só perda para as produções de arroz e de trigo, alimentos também importantes e amplamente consumidos por diversos países.

O milho é cultivado no Brasil desde antes da chegada dos portugueses em 1500. As diversas etnias indígenas brasileiras, em especial os guaranis, utilizavam o milho como base de suas dietas, fazendo uso dele como ingrediente principal das refeições. A vinda dos portugueses e a miscigenação dos povos europeus com os povos indígenas possibilitou o aumento do consumo do alimento, dando origem aos mais diversos pratos feitos à base de milho que hoje constituem a gastronomia brasileira, fazendo parte da nossa cultura e da nossa história.

A descoberta do milho por parte dos primeiros europeus a chegarem no continente americano fez com que o alimento se popularizasse por outras regiões globais. Com sabor agradável e aparência atraente, o milho, consumido cozido seco ou ainda em forma de farinha, conquistou o paladar dos povos que até então o desconheciam.

Fortemente presença na dieta e na cultura das civilizações que habitavam a América antes da chegada dos portugueses, o milho foi fundamental para desenvolvimento dos diversos povos do nosso continente. Conhecido ainda como jojoto, choclo, corn, elote e maíz, o milho se apresentam em diversos tipos diferentes. Dos diversos tipos de milho, podemos citar o dentado, o macio, o duro, o doce, o farinhoso e o de pipoca, por exemplo. Cerca de 150 espécies do vegetal podem ser encontradas, conferindo uma grande diversidade de sabores, cores e formatos.

O milho, que também é utilizado em forma de farinha, pasta e flocos, ainda apresenta outras virtudes que não o limitam à condição de um alimento saudável e nutritivo, sendo utilizado como matéria-prima de processos industriais. Produtos como azeite, amido, proteínas, bebidas alcoólicas, corantes para alimentos e até mesmo combustível são alguns dos produtos feito à base de milho.

O plantio rudimentar de milho, assumindo a sua forma ancestral, ainda é feito em parte da América do Sul, quase que exclusivamente nas regiões menos desenvolvidas, parecido com o sistema que no Brasil nós chamamos de roça. O consumo de milho no Brasil tem crescido ao longo do tempo, mas ainda é pequeno quando comparado ao México e aos países da região caribenha.

Os Componentes do Milho

As partes que constituem o milho podem ser observadas quando cortamos o grão em sentido vertical. São elas:

– Endosperma: é basicamente composto de amido (cerca de 61%) e cerca de 7% de glúten que envolve os grânulos de amido, além de uma pequena porcentagem de gordura e outros componentes. Corresponder à maior parte do grão de milho.

– Película: é a parte que reveste o grão. Quando é processada de maneira devida, pode ser utilizada como ingrediente de rações para animais.

– Água: cerca de 16% do grão de milho é composto por água. O líquido também é utilizado no início processual da maceração. O resultado desse processo é um licor rico em vitaminas, especialmente as vitaminas do complexo B. O licor geralmente é utilizado em rações e na fabricação de antibióticos.

– Germe: fonte de óleo do milho e parte vegetativa do mesmo, o germe do milho é importantemente utilizado na fabricação de alimentos, produtos farmacêuticos e aplicações industriais. As frações restantes do germe são processadas e utilizadas na fabricação de rações para animais.

Benefícios do Milho

Apesar do milho ser uma planta, comumente o termo é usado para designar a semente dela. O cereal do milho é altamente nutritivo e cultivado em diversas regiões do mundo. Popular e amplamente usado tanto na alimentação dos seres humanos como na alimentação dos animais (ração), o milho é um alimento que fornece nutrientes importantes para a saúde. Atualmente, o país que mais produz milho são os Estados Unidos. Outro grande produtos e exportador de milho é o Brasil, onde os estados que são líderes de produção são o Paraná e São Paulo.

Tendo sido a base alimentícia de diversas civilizações sul-americanas, o milho é um grão altamente nutritivo, além de ser fonte de energia para o ser humano, tanto consumido puro como utilizado na fabricação de outros alimentos. O milho, diferentemente do arroz e do trigo, tem a sua casca conservada durante o processo de industrialização, fator importante para nós, já que a sua casca é rica em fibras, sendo essencial para o combate das toxinas presentes no nosso organismo.

O milho, além de ser fonte de fibras e de calorias, também é fonte de gorduras puras, vitaminas B e do complexo A, sais naturais, óleos, diversas quantidades de açúcar e celulose. A versatilidade do grão é um ponto bastante positivo para a nossa alimentação, já que o milho pode tanto ser consumido puro como também servir de base para produtos como pães, biscoitos, bolos, geleias, maionese, sorvete, balas e até cerveja. Todas essas características fazem do milho um alimento que vai além das qualidades nutricionais que ele oferta.

Apesar dos Estados Unidos serem o país que mais produz o cereal, a utilização do milho na alimentação da população americana ainda é pequeno, apesar do milho ser amplamente utilizado na produção de diversos produtos alimentícios como os flocos de cereais, os xaropes de milho e os adoçantes feitos à base do grão. O consumo do milho é maior no México, onde é base alimentícia de sua população. Pratos como tortilhas são verdadeiros ícones da gastronomia mexicana, e fazem parte de sua história.

No Brasil, além de consumirmos o milho cozido nas refeições, esse cereal é a matéria-prima de diversos pratos e quitutes brasileiros. Cuscuz, polenta, canjica, angu, mingau, creme, curau, pamonha, pipoca, bolos e milho cozido são alguns dos ícones da rica culinária brasileira.

Apesar do Brasil ter uma boa produção de milho, apenas 5% de sua produção é destinada ao nosso consumo, isso contanto o uso do cereal na composição de diversos produtos. A maior produção de milho do Brasil é voltada à fabricação de rações para animais. Ao consumirmos carne bovina, carne suína, aves e peixes, indiretamente estamos consumindo milho. A falta de informação e de incentivo ao consumo de milho, assim como a falta de divulgação das suas diversas qualidades nutricionais, somadas aos hábitos alimentares da sociedade brasileira, que geralmente consome outros grãos, também são fatores que influenciam nos hábitos de consumo do milho por parte de nós.

Assim como o Brasil, os Estados Unidos e o Canadá têm a maior parte da produção de milho voltada para o consumo animal. No nosso país, cerca de 65% do milho é utilizado na fabricação de ração, e cerca de 11% da produção é utilizada pela indústria, que dá ao milho as diversas finalidades.

Por falar em indústria, é interessante a gente destacar que o uso do milho não se restringe à alimentação. O cereal ainda é amplamente utilizado como matéria-prima de elementos espessante e colantes, além da produção de óleo e produção de etanol. O etanol é misturado à gasolina com a finalidade de se aumentar a octanagem. Além disso, algumas espécies de milho são cultivadas e utilizadas na jardinagem. As espécies com folhas que apresentam cores e formas variadas são as mais usadas na jardinagem, especialmente aquelas espécies que apresentam espigas com cores vibrantes.

O alto valor energético do milho faz dele um alimento que supre a deficiência nutricional da população do Brasil que possui baixa renda. 100 gramas de grão de milho contém cerca de 360 calorias, quantidade que representa quase 20% das necessidades calóricas diárias de um adulto, que é algo em torno de 2.100 calorias. A ampla utilização do milho na fabricação de farinhas e misturas é outro fator que facilita a sua aceitação e seu uso por grande parte da população brasileira. O Ministério da Saúde selecionou a farinha de milho, além do trigo, para adicionar ferro e vitamina B9, tamanho é o consumo do alimento. O intuito da adição desses produtos por parte do Ministério da Saúde é alcançar a redução dos índices de anemia e mielomeningocele, uma doença que causa a paralisia em membros inferiores e órgãos internos, além de outros males que atingem a população.

O consumo do milho ainda reduz o processo do envelhecimento, isso porque o cereal possui grande quantidade de melatonina, uma substância que o nosso corpo produz e que apresenta propriedades antioxidantes, responsáveis pelo retardamento da degeneração neuronial. O cereal ainda ajuda na prevenção de doenças crônico-degenerativas, uma vez que ele possui beta-glucanos, que desempenham a função de nos proteger das enfermidades cardiovasculares. A indústria farmacêutica também utiliza amplamente o milho, empregando o cereal em cerca de 85 diferentes tipos de antibióticos.

Atendendo às necessidades que a população brasileira tem, o aumento do consumo do grão por nossa parte ainda gera a oportunidade de maiores ganhos na qualidade do alimento, possibilitando o surgimento de novos negócios que visam a cadeia produtiva. Ao passar a ser mais consumido pelo ser humano, a produção de milho possibilita de que o sistema de produção ganhe novos investimentos, agregando maior valor ao produto, uma vez que o alimento destinado ao nosso consumo passa a ser mais sofisticado, já que ao ser consumido de maneira limpa apresenta maior qualidade nutricional, tornando-se um alimento mais valorizado. Além disso, as indústrias que fabricam insumos, que produzem o cereal e que fornecem maquinário necessário para o funcionamento das processadoras de alimentos passam a ter mais mercado, ganhando uma maior visibilidade no exterior, fato este que agrega mais valor à nossa produção.

Somente no ano de 2004, o Brasil exportou 4,8 milhões de toneladas de milho, movimentando cerca de 166 milhões de dólares. Essa produção, utilizada na fabricação de produtos alimentícios e produtos acabados, pode agregar um maior valor à receita. Portanto, o aumento do consumo de milho por parte da sociedade é interessante não somente para a saúde, como também para a economia do país.

Tabela Nutricional do Milho

 

Tabela_Nutricional_Milho

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